Mário Castro troca o banco do lado direito pelo volante no Rally Series em Fafe

  • Com 400 ralis no currículo, o experiente navegador vai alinhar ao volante de um  Renault Clio R3T.

  • A seu lado estará Marisa Cunha, sua esposa, que fará em Fafe a estreia como navegadora em provas de rali.

     

  • A dupla quer desfrutar da experiência, sem deixar de ambicionar um bom resultado nas duas rodas motrizes.

Há nomes que fazem parte da história dos ralis nacionais e Mário Castro é, sem dúvida, um deles. Com 400 ralis no currículo e 20 dias depois de ter passado pelas classificativas de Fafe como navegador – na prova do Europeu de Ralis – Mário Castro regressa agora aos troços “de casa” para a Ronda #6 do Castrol Portugal Rally Series. Mas desta vez a perspetiva será diferente, vai trocar o banco do lado direito pelo volante de um Renault Clio R3T.

O experiente navegador vai alinhar num Renault Clio R3T, acompanhado por Marisa Cunha, sua esposa, que fará a estreia nos ralis. Uma participação que terá, por isso, um significado especial para ambos e que nasce de uma promessa antiga

“Tinha-lhe prometido que um dia a levaria a um rali e achei que este seria o indicado. Ela não tem experiência como navegadora, por isso juntámos o útil ao agradável pois o Rally Series é o formato ideal de ralis para quem se quer iniciar neste tipo de automobilismo, mais ainda para a Marisa que tem apenas como objetivo ter uma experiência única mas com a qual ela convive há muitos anos mas só de ouvir as minhas estórias no final de cada rali”, explica Mário Castro.

O formato do Rally Series foi também um dos fatores que contribuiu para esta escolha. Com duas classificativas tradicionais disputadas por duas vezes mais quatro passagens pela Arena Monster Energy, a estrutura da prova oferece condições particularmente interessantes para quem se estreia no banco do lado direito.

“É um formato mais simples para ela começar a aprender as notas. Repetir as classificativas permite treinar a forma de as ditar, a dicção e a adaptação de uma passagem para a outra. Num rali com cinco ou seis troços diferentes seria mais difícil para alguém a começar do zero. Com a Arena incluída, considero que é o formato ideal para uma primeira experiência como navegadora”, destaca Mário Castro.

A escolha de Fafe também não é indiferente. Natural da região e com um historial impressionante na prova, Mário Castro conhece bem o significado de competir perante o seu público. Detém o recorde de participações no Rali Serras de Fafe, com 30 presenças, tendo vencido a prova em três ocasiões como navegador. Soma ainda 27 participações no Rali de Portugal e, ao longo da carreira, representou 38 pilotos diferentes.

“Correr em Fafe é sempre especial. É a nossa terra, a nossa área de conforto, com amigos e família a apoiar. Já fiz muitos ralis em Fafe, não é uma novidade, mas continua a ser algo especial”, afirma.

Apesar de a estreia de Marisa ser um fator emotivo desta participação, Mário Castro não esconde que também há ambição desportiva.

“Não escondo que a ideia inicial é desfrutar da prova. O conceito Rally Series é muito bom, e não quero descurar um bom resultado nas duas rodas motrizes. Se tudo correr bem, podemos estar na luta, e isso seria a cereja no topo do bolo. Vamos ver como se desenrola o rali e definir a nossa abordagem”, conclui.